Amanheceu….
Peguei meu despertador e apertei o famoso “soneca”. Despertou de novo. Apertei “soneca” de novo. Sonhei. E no meu sonho eu não tinha que me preocupar com coisas grandes, eu não tinha que me preocupar com o que eu tinha pra comer no trabalho no dia seguinte. Não tinha que sustentar as aparências, segurar meus impulsos, ou dar sorrisos amarelos. No sonho era só eu e o mundo, desnudos, uniformes e atemporais, donos de suas próprias proporcionalidades e particularidades. Eu sabia a importância de uma gota que caía, do vento que rugia e do som que exaltava. A beleza de célebres 5 minutos observando a vastidão do universo e imaginando quando que o sonho ia acabar. Sonho? que sonho? E lá vou eu, acordei de supetão, olhei para o relógio: atrasado (eu no caso). Levantei chutando minha guitarra na cadeira, xingando baixo e colocando o jeans, desci correndo as escadas do meu quarto, minha mãe me xingando por estar atrasado, e eu preocupado com o atraso, mas meio conformado, afinal já estava atrasado mesmo! Pego a primeira camiseta que eu vejo na gaveta, arrumo o cabelo, passo manteiga em 2 torradas e as engulo de uma vez só. Coloco meus fones, dou um beijo em minha mãe e saio pra rua pra mais um dia do trabalho, de manhã mas já cansado, de manhã mas já estressado. Viro a esquina e nem vejo a flor que floresceu naquela noite. Ando pela passarela com medo de ser assaltado e não vejo o céu azul parecendo um quadro na moldura das nuvens, sobre minha cabeça. Caminho até o terminal de ônibus pensando que eu não gosto da comida que sobrara da janta e estava levando na minha marmita, e não vejo o mendigo pedindo dinheiro pra comprar um pão na venda mais próxima. Entrei. Sentei. Ônibus lotado, mas consegui um lugar, ligo a música no último volume pra não ter mais percepção de nada ao meu redor. Passo os olhos pela paisagem sem realmente vê-las, pensando no dinheiro que não tenho, no Iate que não comprei, no problema que não resolvi e no trabalho que ainda não executei. E por um momento sinto falta de estar sonhando, de sentir a simplicidade, de tocar a vida mais com calma, de ter menos responsabilidade. Os olhos marejam pensando em dias melhores, mas as lágrimas não caem dos olhos calejados em segurar suas emoções. Desço. Ando, ando, ando. Sento na minha mesa e repasso esses 40 minutos na minha vida pensando quando vou conseguir realmente o que almejo. A vida simples que desejo e os dias felizes que ainda estão por vir….
2 fev
Publicado por Juliana em fevereiro 2, 2011 às 6:26 pm r r
A realidade é meio confusa, né?
Até difícil, eu diria… mas se não for difícil, qual a graça de ter tudo? Digo, pra ter as coisas que almejamos assim, tão fácil qual seria o propósito? Pra que então sonhar? Qual seria a graça de ter tudo tão rápido e fácil? O valor das coisas está na conquista, na vontade de ter e correr atrás e de fazer acontecer.
Eu acredito em você, Dani. Tenho certeza que independente do caminho que você for seguir, você vai se dar muito bem… Nunca deixe de acreditar em você e nos seus sonhos, afinal, todo mundo passa por desafios, e tu tira de letra! Os dias mais felizes logo virão, e você vai perceber o quão bom foi ter paciencia e correr atrás dos seus objetivos.
Um beijo, honey.
Publicado por rafa em fevereiro 23, 2011 às 11:55 am r r
Dani
Voce me perdoa se eu roubar as palavras de outra pessoa pra dizer o que eu quero dizer pra vc?
Mas uma vez, fazendo as palavras da Zélia Duncan as minhas:
“Não somos mais que uma gota de luz, uma estrela que cai, uma fagulha tão só na idade do céu…
Não somos o que queríamos ser, somos um breve pulsar em um silêncio antigo com a idade do céu…
Não somos mais que um punhado de mar, uma piada de Deus, um capricho do sol no jardim do céu…
Não damos pé entre tanto tic tac, entre tanto Big Bang. Somos um grão de sal no mar do céu…
Calma! Tudo está em calma!
Deixe que o beijo dure, deixe que o tempo cure.
Deixe que a alma tenha a mesma idade que a idade do céu…”
(Idade do céu – Zélia Duncan)
Calma, Dani.
Beijo!! te amo!